ItaliaCast #21 | A História do Gelato | Inscrição no AIRE

Ciaoooooooooooo bimbi belli 

Espero que todos estejam bem! 

Não???

Então anota essa frase para lembrar:

“Non tutto il male vien per nuocere”. 

A volte un evento negativo può avere conseguenze positive!

Ou seja:

Nem todo mal é prejudicial. 

Às vezes, um evento negativo pode ter consequências positivas!

Não se desespere se não estiver numa boa fase, ou passando por um problema… mantenha a calma e aproveite para aprender uma lição.

Ah! E dizer “Não” é libertador!

Recentemente eu passei por um perrengue e no final desse episódio vou compartilhar com vocês.

ITALIACAST – EPISÓDIO 21

gelato

Agora é hora de falar sobre uma paixão nacional italiana: o Gelato.

Quem não ama esta delícia?

Gelato e sorvete….são a mesma coisa?

E os italianos, pra variar, são referência nesta iguaria e tem toda uma história por trás de como ele foi inventado, quer conhecer? Vou contar!

E no Cidadania Italiana, Sim! 

A transferência da residência para o exterior, o famoso AIRE.

O Anagrafe degli Italiani Residenti all’Estero ou Registro dos Italianos Residentes no Exterior.

Você reconheceu sua cidadania na Itália, mas voltou ou quer voltar para o Brasil ou mudar para outro país, o que precisa fazer? Tem que registrar essa mudança em algum lugar?

O que fazer?

E quem reconheceu no Brasil, por meio de um Consulado, tem que fazer alguma coisa em relação ao AIRE? Como funciona isso?

Quem precisa e quem não precisa, como é que faz e aonde. 

Eu não conto nada pela metade, vou contar tudinho aqui e você se prepare porque este assunto é muito importante para quem já terminou o processo e vai mudar de cep.

Tem uma pergunta da hora lá no QUIZ que pouca gente sabe.. bóra conferir!?

QUIZ

O que significa Pasquetta?

  • a)  Um prato típico
  • b)  A segunda-feira pós Páscoa
  • c)  Nome de uma cidade em homenagem à Páscoa

Lá na Itália, além da grande maioria ser católica, as pessoas também gostam de festa como no Brasil, como a comemoração da Páscoa. 

Muitas tradições são mantidas desde muito tempo, mas, é claro, que muita coisa nova vem se agregando a Páscoa, como os deliciosos e tentadores ovos de chocolate. 

Uma dica: Sexta Feira da Paixão – lá na Itália chamada Venerdì Santo – não é feriado, como no Brasil.

ENQUANTO ISSO NA ITÁLIA | O GELATO ITALIANO

Hoje em dia os gelatos italianos são considerados os melhores do mundo, mas há muitas lendas e histórias sobre a sua origem e o verdadeiro inventor desta iguaria.

Há relatos que o ancestral do gelato – uma mistura de gelo, leite e arroz – tenha sido inventado pelos chineses por volta de 1000 a.C, quando, algum cozinheiro criativo experimentou usar flocos de neve para produzir uma iguaria diferente. 

Outra teoria é de que as origens sejam mais recentes e têm referências na Sicília, durante o período de dominação islâmica, entre 827 e 1091. 

Os árabes teriam importado a cana-de-açúcar que, adicionada a uma mistura de água e fruta, seria congelada devido à diminuição da temperatura obtida pela reação do salitre com água, em cuja solução o recipiente de preparação ficava imerso.

Do extremo Oriente ao Mar Mediterrâneo, uma coisa é certa: Florença teve um papel determinante na difusão do gelato, já que os outros mais se pareciam com o que chamamos de “raspadinha”!

E são dois os florentinos a quem se atribui a paternidade do gelato: 

O primeiro é o florentino Bernardo Buontalenti, a quem é atribuído o mérito de ser o verdadeiro pai do gelato moderno. 

Por ocasião da visita de alguns embaixadores espanhóis, ele foi encarregado pelos Médici de organizar uma recepção surpreendente.

Entre as muitas invenções brilhantes da noite, ele criou a receita para zabaione, uma sobremesa feita com leite, mel, gema de ovo, vinho e uma máquina para resfriar o doce.

Uma vez congelado, o zabaione virou o “doce gelato”, o famoso creme florentino, mais tarde renomeado “Buontalenti” em homenagem ao seu criador.

O segundo seria Ruggeri, que era um vendedor de galinhas na Florença do século 16 e que ganhou um concurso de cozinha na corte dos Médici apresentando o prato mais bizarro já visto, “o gelo feito de água adoçada e perfumada.” 

A invenção saiu da Itália quando Caterina de Medici casou-se com o rei francês Henrique II e levou, como dote, os cozinheiros reais italianos. 

Em suas bodas, Ruggeri di Firenze teria preparado uma sobremesa que combinava creme, zabaione e fruta, e com isso ficou super famoso.

Como a França era o polo cultural da época, foi o primeiro passo para a preparação ganhar fama mundial.

Uma das primeiras receitas modernas a serem servidas para o grande público foi criada por Francesco Procopio de’ Coltelli, um cozinheiro siciliano que se mudou para Paris e lá abriu, no século 17, o primeiro café da cidade e a “primeira sorveteria do mundo”, o ainda existente Café Procope. 

Através dos mestres sorveteiros italianos, que guardavam com extraordinário cuidado suas receitas, o conhecimento dos gelados foi difundido lentamente pelas cortes européias, mas ainda era um privilégio exclusivo dos poderosos.

Pela dificuldade de preparação, uma vez que ainda não havia refrigeradores, e pelos ingredientes então raros — açúcar, gema, leite e especiarias — as delícias eram servidas principalmente para a realeza. 

Mas e os Estados Unidos, um dos maiores consumidores de sorvete do mundo?

O gelato chegou aos Estados Unidos em 1770, levado pelo italiano Giovanni Bosio, e conquistou o paladar dos norte-americanos rapidamente.

Lá, a história do gelato evoluiu muito e o país se transformou no principal produtor e maior consumidor do mundo.

Uma das principais contribuições dos Estados Unidos para a história do sorvete foi transformar as misturas em fórmulas exatas. Até então cozinheiros faziam as receitas de sorvete por tentativa e erro, mas a necessidade da grande produção americana pediu o desenvolvimento de fórmulas exatas. 

Além disso, em 1846, a norte-americana Nancy Johnson inventou um congelador que funcionava com uma manivela que, quando girada manualmente, agitava uma mistura de vários ingredientes.

Na parte de baixo, havia uma camada de sal e gelo, que a congelava.

Era a precursora das primeiras máquinas industriais de sorvete.

Esses dois fatos impulsionaram não só a indústria, mas a difusão do gelato e a comunidade do sorvete como um todo, já que até hoje essas fórmulas e os equipamentos são usados, inclusive por produtores artesanais.

Já  no Brasil, os cariocas foram os primeiros a experimentar a delícia gelada que já fazia sucesso em boa parte do mundo. 

No dia 23 de agosto de 1834, Lourenço Fallas inaugurou na cidade do Rio de Janeiro, na época a Corte real portuguesa, dois estabelecimentos – um no Largo do Paço e outro na Rua do Ouvidor – especialmente destinados à venda de gelados e sorvetes. 

Para isso, importou de Boston, Estados Unidos, pelo navio americano Madagascar, 217 toneladas de gelo, que aqui foi conservado envolto em serragem e enterrado em grandes covas, que o mantinha sem derreter de 4 a 5 meses.

Não demorou muito para os sorvetes brasileiros ganharem um toque tropical, misturados a carambola, pitanga, jabuticaba, manga, caju e coco.

Na época, não havia como conservar o sorvete gelado, por isso ele tinha que ser consumido logo após o preparo.

Por isso, as sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-lo.

Em São Paulo, a primeira notícia de sorvete que se tem registro é de um anúncio no jornal A Província de São Paulo, de 4 de janeiro de 1878, que dizia: “

A evolução do sorvete no Brasil foi bem lenta, de forma artesanal, com uma produção em pequena escala e em poucos locais. 

A distribuição em escala industrial em terras brasileiras só aconteceu a partir de julho de 1941, quando, nos galpões alugados da falida fábrica de sorvetes Gato Preto, na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada a U.S. Harkson do Brasil, a primeira indústria brasileira de sorvete. 

Contava com 50 carrinhos, quatro conservadoras e sete funcionários. Seu primeiro lançamento, em 1942, foi o Eski-bon, seguido pelo Chicabon.

Seus formatos e embalagens são revolucionários para a época. Dezoito anos mais tarde, a Harkson mudou seu nome para Kibon.

Para incentivar o consumo do sorvete no Brasil durante todo o ano, e não só no verão como é hábito no País, a ABIS instituiu, desde 2003, o dia 23 de setembro como o Dia nacional do Sorvete.

Mas, afinal de contas gelato é a mesma coisa que sorvete?

Muita gente acredita que gelato é uma versão frescurenta do sorvete, ou como a gente diz hoje em dia, uma versão “gourmet”.

Mas a verdade é que existem muitas coisas que diferenciam um verdadeiro gelato artesanal de um sorvete. 

Quando as pessoas falam que gelato é um sorvete, elas não estão erradas.

A tradução da palavra de origem italiana é sorvete, em português.

Porém, com a industrialização, ficou cada vez mais clara a diferença entre o gelato italiano e o sorvete comum. 

A palavra em italiano passou a ser a nomenclatura dada para a produção de sorvete artesanal.

O gelato italiano artesanal é feito diariamente, ou seja, ele é completamente fresco. 

A diferença também é clara na forma de produção: o sorvete artesanal é menos gorduroso e menos doce do que o sorvete industrializado.

Além disso, o gelato é feito a partir de ingredientes naturais, ou seja, a gordura vem de alimentos como o leite fresco, frutas como o abacate e as nozes.

Outra característica marcante é a quantidade de ar presente em cada um deles. Isso mesmo!

O ar é um ingrediente essencial no preparo dos sorvetes, pois é ele que garante a leveza e parte da cremosidade tão deliciosa desse doce. 

No gelato, o ar é inserido à receita de maneira natural: ele entra quando os ingredientes são misturados.

Já no sorvete comum, o ar é injetado no produto artificialmente para que ele adquira a consistência ideal.

Mas a Itália continua a ser a líder mundial, tanto em número de pontos de venda quanto em vendas.

Lá existem 10 mil pontos de venda especializados e, mais 29.000 bares e confeitarias que oferecem gelados artesanais, que empregam cerca de 150.000 funcionários e geram faturamento de 2 bilhões e 800 milhões de  euros, cerca de 30% do mercado europeu. 

Em seguida, vem a Alemanha, que possui 9 mil pontos de venda de gelato, incluindo 3 mil e 300 pontos especializados que vendem apenas gelato – cerca de metade deles são de propriedade italiana, dando trabalho a 20 mil pessoas, metade das quais de origem italiana. 

Quanto ao resto do mundo, fora da Europa, existem cerca de 43 mil pontos de venda de gelato artesanal em países como Argentina, Estados Unidos e Brasil, além de mercados do Extremo Oriente em crescimento, como China, Coréia, Malásia e Austrália, onde a grande comunidade italiana espalhou gelato artesanal em todo o país.

A Itália também é líder mundial em ingredientes e produtos semi-prontos para gelato, com 65 empresas gerando faturamento total de 1 bilhão e oitocentos milhões de euros. 

Por fim, a Itália também é líder mundial na fabricação de máquinas e vitrines para salões de gelato.

É um sistema industrial composto por 13 empresas de máquinas que controlam quase 90% do mercado mundial, com um faturamento de 229 milhões de euros, além de 11 fabricantes de vitrines que movimentam 252 milhões de euros.

Se você como eu ficou morrendo de vontade de tomar um autêntico “gelato artesanale italiano”, não se prive e aproveite porque a variedade de sabores é infinita, inclusive na versão diet!

Afinal, como já diria a frase: “La felicità e un gelato!”

CIDADANIA ITALIANA, SIM!

Hoje vou explicar uma etapa que você deve ir atrás quando já se tornou cidadão italiano reconhecido, já tirou toda a documentação que precisava, e agora tá voltando pro Brasil ou indo morar em outro país, conforme você tanto planejou!

Mas… ainda vai faltar mais uma etapa, sim!

Então prestem atenção: esse tema sobre a transferência da residência para o exterior só serve para quem vai sair da Itália e não para quem reconheceu e vai permanecer na Itália, ok!

Ah! E para quem fez o processo através de um Consulado no Brasil não precisa fazer nada, pois já estará inscrito automaticamente no AIRE.

Bom, antes de mais nada: Gente, não dá pra ser reconhecido e sumir do mapa!

A Itália mantém uma enorme ligação com os seus cidadãos – independente de onde eles estejam vivendo – por isso é fundamental que você mantenha o seu status sempre atualizado.

Isso significa comunicar às autoridades italianas sobre qualquer alteração que aconteça na sua vida, como por exemplo:

  • Em caso de matrimônio ou separação / divórcio / viuvez;
  • Em caso de nascimento de filhos;
  • Em caso de mudança de endereço.

E agora vamos entrar no nosso assunto: A transferência da residência para o exterior.

O Anagrafe degli Italiani Residenti all’Estero ou A.I.R.E – Registro dos Italianos Residentes no Exterior, foi instituído com a Lei nº 470 de 27 de outubro de 1988, e tem como objetivo armazenar os dados dos cidadãos italianos que residem no exterior por um período superior a doze meses.

É administrada pelos Comuni, ou seja, as prefeituras, com base em dados e informações de representações consulares no exterior.

“E qual a importância disso na minha vida, Fabio?”

A  Inscrição no  A. I.R.E. é um direito e dever de todo cidadão italiano e é um pré-requisito para que nós tenhamos acesso a todos os serviços prestados pelas representações consulares no exterior. 

Além do nosso papel como cidadãos italianos que somos para o exercício de direitos importantes, tais como:

  • a oportunidade de votar para a eleição e referendo pelo correio no País de residência, e para a eleição de representantes italianos no Parlamento Europeu, em assembleias de voto criadas pela rede diplomático-consular em países fora da UE;
  • a possibilidade de obter a emissão ou renovação de documentos de identidade e de viagem, bem como certificações;
  • a possibilidade de renovar a carteira de motorista (apenas em países fora da UE para detalhes ver seção de Veículos – Carta de condução).

 Quem DEVE se registrar no A. I.R.E:

  • cidadãos que fixam residência no exterior por um período superior a 12 meses;
  • aqueles que já residem na Itália , nascidos no exterior por terem adquirido a cidadania italiana.

Quem não precisa se registrar no A.I.R.E

  • pessoas que vão para o exterior por um período de menos de um ano;
  • trabalhadores sazonais;
  • os funcionários do Estado em serviço no exterior, que são notificadas ao abrigo das Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares de 1961 e 1963, respectivamente;
  • Soldados italianos de plantão nos escritórios e instalações da NATO estacionadas no estrangeiro.

A inscrição no A. I.R.E. atualmente é feita online através de um formulário no FAST IT, vou deixar todas as informações pra vocês no artigo deste episódio no Portal da Cidadania Italiana, e o consulado responsável na sua jurisdição tem o prazo de 90 dias para efetuar todo o trâmite com a Itália, que é: comunicar a sua transferência de residência. 

E não se preocupe, tá, porque este trâmite envolve a eliminação automática do seu registro na APR do município ou comune de origem, que é onde você residiu na Itália por último.

VOU DAR UM PLUS AQUI

Os que residem na Itália estão inscritos no A.P.R. – Anagrafe della Popolazione Residente, junto ao Comune da cidade de residência.

Os italianos que residem no Exterior estão inscritos no A.P.R. do último Comune de Residência na Itália, com extensão do Cadastro no A.I.R.E. – Anagrafe Italiani Residenti nell'Estero, junto ao Consulado Italiano que “jurisdiciona” o endereço residencial no Exterior.

Quando você faz a sua primeira inscrição em um Ufficio Anagrafe na Itália para fazer o seu processo de cidadania italiana, lá no seu cadastro terá um campo chamado proveniente, então você vai colocar Brasil, por exemplo. 

Daí em diante você terá seu A.P.R. – Anagrafe della Popolazione Residente junto ao comune da cidade de residência. Quando se mudar para um outro lugar na Itália este campo será proveniente di altro comune, por exemplo.

De qualquer forma, nas próximas vezes que você for mudar, não precisará ir até o comune ou Consulado para pedir o cancelamento e informar que vai mudar de imóvel, comune ou país. Quando você for atualizar o seu status de residência isso é feito ao mesmo tempo – cancelamento e atualização.

Mas percebam que aqui temos dois contextos:

1) No mesmo comune, é só avisar o Ufficio Anagrafico e esperar o vigile passar novamente para confirmar sua residência;

Se for para outro comune ou região, você vai até o Ufficio Anagrafico e ele vai pedir ao último comune onde você morou o nulla osta, ou seja, nada consta, não há registro de alguma coisa que tenha ocorrido com você lá e que te impeça de mudar e ser registrado neste novo comune. Daí os mesmo passos são os mesmos, esperar o vigile passar e confirmar sua residência;

2) Se for mudar de país, por exemplo, o Brasil ou a Bélgica, qualquer um, você vai comunicar ao Consulado da jurisdição onde você reside seu novo endereço.

Este Consulado vai entrar em contato com o último comune onde você residiu para informar essa atualização e esse comume deve enviar uma notificação ao Consulado com essa informação: nós estamos tirando esse cidadão italiano do cadastro de população residente e estamos colocando na lista de cidadãos italianos residentes no exterior.  

O último comune de residência exercerá a importante função de acompanhar o cidadão italiano onde ele estiver fora da Itália.

Por isso é de extrema importância manter o endereço atualizado para toda vez que, por exemplo, tiver algum tipo de votação, referendo ou envio de algum tipo de comunicação importante que necessite ser compartilhada, ela chegue até os cidadãos residentes no exterior.

A inscrição no A.I.R.E. É GRATUITA.

E vamos agora pro divã porque este assunto tem sempre pano pra manga….

DIVÃ DO FABIO

  1. Entreguei meus documentos para reconhecimento no Rio de Janeiro em agosto. O AIRE é feito automático pelo consulado ou terei que fazer algum procedimento? Morucci

Morucci, se você fez o processo no Brasil automaticamente você já está inscrito no AIRE, não se preocupe com isso!

  1. Olá,  parabéns pelo vídeo.  Quando me registrei no fast it só pediram a primeira parte dos dados pessoais, a parte de documentos não. Isso será um problema?Aline Pereira

Aline, você tem que seguir absolutamente tudo o que está escrito ali, não se preocupe com informações adicionais. O que manda sempre é a fonte oficial. Se a fonte oficial pede “X” e você ouviu por aí “Y”, esquece o que você ouviu por aí! E isso não é só para ela, mas para todos nós: sempre siga as informações oficiais! 

  1. Olá Fábio, uma pessoa que pretende morar na Europa porém precisa voltar para o Brasil para ficar 8 meses (período para vender as coisas e resolver outros assuntos) precisa fazer o AIRE no Brasil mesmo que a pessoa vá ficar pouco tempo? Caso a pessoa não faça, o que pode ocorrer? Alex Guidi

Alex, conforme respondi no episódio (neste artigo) você não precisa fazer isso, pois só vai se inscrever no AIRE se você pretende ficar um longo período naquele país. 

  1. Fabio, após realizar o processo, e sair da casa: se eu me inscrever no AIRE,  deixo de ser residente na casa onde fiz meu processo? Suelem Vitor

Sim, Suelem. Automaticamente a inscrição no AIRE comporta a transferência da sua residência na Itália para a residência atual no exterior, então uma coisa substitui a outra.

RESPOSTA DO QUIZ

Relembrando a pergunta do episódio de hoje: 

O que significa Pasquetta?

  • a)  Um prato típico
  • b)  A segunda-feira pós Páscoa
  • c)  Nome de uma cidade em homenagem à Páscoa

E acertou quem escolheu a opção “B”: 

Diferente do Brasil, a Páscoa na Itália não termina no domingo e sim na segunda-feira.

A Pasquetta, também chamada de “Lunedì dell’Angelo” ou “Segunda-feira do Anjo”, é comemorada em referência à aparição do anjo no sepulcro anunciando a ressurreição de Jesus, o feriado comemora também o início da primavera.

Além do significado religioso, a Pasquetta significa o início de um período de renovação.

Na Itália a Pasquetta é um feriado religioso e civil. Nada funciona: bancos, escolas, supermercados – absolutamente fechados.

O feriado foi introduzido pelo governo italiano no pós-guerra e foi criado para prolongar a festa da Páscoa. 

Outra curiosidade é o fato deles não terem a preocupação de não comer carne vermelha na sexta-feira santa, que aliás, não é comemorada. Ou seja, nada de bacalhau na sexta-feira santa!

Geralmente é desfrutado em conjunto com a família ou amigos em passeios, piquenique na grama e atividades ao ar livre, no campo ou nos parques das cidades. Afinal, é primavera na Europa, momento de aproveitar o sol, o calor e as flores que desabrocham por todos os cantos.

Quero desejar um AUGURI DI BUONA PASQUA a vocês e a sua família!

Que todos os sonhos sejam realizados e que Deus ilumine, proteja e abençoe cada vez mais a vida de cada um!

FALANDO DO MEU PERRENGUE…

Ficou curioso pra saber meu perrengue?

Vou resumir pra vocês o que aconteceu e quais foram as lições que eu aprendi.

Esta experiência eu compartilhei em primeira mão para quem estava inscrito para receber informações do Portal da Cidadania Italiana, então se ainda não está na minha lista de e-mails, corre lá e se inscreve!

Então vou contar e colocar aqui as partes principais do que escrevi lá!

Na segunda quinzena de março eu estava com todo planejamento pronto para fazer a Maratona da Cidadania Italiana, de 17 a 19 de março, por meio de lives no Youtube.

Bom, eu já tinha planejado, organizado o conteúdo, combinado com a equipe, criamos as campanhas, tudo indo dentro do planejado…

Mas eu estava também em fase de mudança, pois depois que vim para o Brasil resolvi não morar em apartamento de aluguel fixo, mas em Airbnb, pois pretendo viajar bastante por aqui ainda este ano antes de ir para a Itália!

Cheguei no Brasil no final de fevereiro e vim direto para São Paulo.

Decidi trocar de apartamento por problemas na internet (ah vá!), mal entrei no novo apartamento, percebi que algo não estava certo.

E adivinha o que estava faltando…

Pois é, a tal internet!

A mesma que eu tinha dito explicitamente a proprietária no momento da negociação do imóvel o quão importante era pra mim e para o meu trabalho.

Conversa vai, conversa vem, com promessas de que a internet estaria disponível até o momento da Aula 1 da nossa Maratona, o que aconteceu?

Não ficou pronta e tive que cancelar a Aula 1…

Mas tudo bem, afinal de contas os caras arrumaram tudo, testei a velocidade e pro dia seguinte tudo ia correr conforme o planejado.

Até que eu decidi ir jantar…

Eis que volto ao apartamento depois de algumas horas, entro no meu Netflix pra continuar assistindo o seriado italiano Baby (recomendo pra você treinar italiano!) e plaft!

Erro de conexão…

Olho para o pequeno modem ao lado da TV e vejo uma maledetta luz vermelha – símbolo de falta de sinal de rede…

Penso: va bene! Amanhã cedo ligo para a proprietária e até o final do dia – nossa live será às 19h00 – teremos tempo para resolver qualquer pendenga.

Encurtando esta parte da história: nada funcionou!

A internet engasgou, ninguém me ouvia, e foi então que eu tirei as sacadas que eu quero compartilhar com você!

SACADA 1 – NO MOMENTO DA DESGRACEIRA, MANTENHA A CABEÇA NO LUGAR

Um monte de gente nos comentários dizendo que não estava ouvindo, a Chrys me escrevendo privadamente dizendo que estava tudo travado, um maledetto mosquito picando as minhas pernas.

Tudo isso acontecendo ao mesmo tempo!

Foi então que eu me lembrei de um dos livros que mudou a minha vida.

Se chama O Obstáculo é o Caminho.

Nele, o autor diz – entre tantas coisas – que não importam os problemas que a vida vai trazer, o que importa é como você vai lidar com estes problemas.

E foi exatamente o que eu pensei naquele momento. Como lidar com este problema de conectividade? A velocidade é muito baixa para conseguir transmitir online.

Em poucos segundos veio a resposta:

– Se o problema é a conexão “ao vivo” com as pessoas, faça a aula do mesmo jeito, sem ser através da live. Grave o vídeo offline, depois suba para o Youtube e todos terão acesso da mesma forma…

Você consegue perceber a simplicidade disso?

Claro que lendo aqui sentado sem centenas de pessoas te escrevendo ao mesmo tempo e sem ter as suas pernas picadas realmente parece fácil.

Mas confesso que pra mim também foi, naquele momento. Por causa dos ensinamentos do livro.

Então da próxima vez que você estiver passando por um perrengue, lembre-se:

– Não importam os problemas que a vida vai trazer, o que importa é como você vai lidar com eles!

SACADA 2 – APRENDENDO A DIZER NÃO

Depois que eu resolvi o problema, eu tinha outro problema para lidar…

Ainda faltavam 2 outras aulas e pouco antes da live começar eu já havia escrito para a proprietária e para o gerente do condomínio e mais uma vez ouvi as mesmas promessas de antes:

“Amanhã tudo vai estar funcionando, prometo!”

E foi então que eu tomei a seguinte decisão: tenho que encontrar outro apartamento para o dia seguinte!

Escrevi para a proprietária dizendo que quero sair do apartamento e gostaria do reembolso dos dias que eu não pretendo utilizar mais.

Detalhe: já tinha pago 2 meses adiantados.

Depois disso, entrei na plataforma do Airbnb e pasme: em menos de 1 hora já estava com duas propostas de local – um deles já estive hospedado outras vezes e já conheço o local e sei que a internet é boa.

Que apareceu “misteriosamente” pra mim apenas depois, pois nas últimas semanas estava indisponível no site (mas essa sincronicidade é papo para outro momento).

Enquanto fazia minha busca de novos locais, a proprietária me escrevia loucamente para me fazer mudar de ideia.

Exatamente o ponto que eu quero compartilhar aqui contigo:

Eu já passei por inúmeras situações onde eu não conseguia dizer não.

Só que, por causa disso, me enfiei em cada enrascada…

E eu estaria entrando em mais uma se eu não tivesse tido a coragem de falar para ela, com todas as letras: NÃO!

Eu não aceito outro apartamento que eu não conheço

Eu não aceito esperar novamente pela disponibilidade da internet

Eu não posso acreditar que você vai resolver o problema “desta vez”, pois já me mostrou que não conseguiu fazer isso das duas últimas

E sabe o que aconteceu depois que eu fui categórico dizendo que não continuaria aqui e que sairia amanhã?

O proprietário daquele outro local que eu já fiquei hospedado e que conheço e sei que a internet é boa me escreveu privadamente e me disse que pode alugar o apartamento por 2 meses com um contrato direto com ele.

E mais: me cobrou um valor 1/3 menor do que me cobrou das outras vezes e que está no site do Airbnb.

A segunda lição que eu quero que você pegue dessa minha história:

Falar não muitas vezes vai te dar oportunidade para dar sim para outras coisas que podem ser muito mais importantes!

Tudo isso que escrevi faz sentido pra você?

Espero que sim 🙂

Semana que vem tem mais Italiacast e espero vocês todo dia no Instagram e tem muito mais aqui no Portal da Cidadania Italiana.

Feliz Páscoa pra você e sua família que comemoram essa data!

Sono fiero di essere italiano hoje e Andrà tutto bene.

Te espero no próximo e arrivederci!

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