ItaliaCast #16 | Dia Do Imigrante Italiano | O Processo na Itália

Dia Do Imigrante Italiano

O que se comemora em 21 de fevereiro? O Dia do Imigrante Italiano!

Dia Do Imigrante Italiano

No quadro Parlando Di vamos falar sobre a história de bravura dos nossos antenatos que vieram para o Brasil.

Cada família tem sua história, mas o que temos em comum é: nossos antenatos, dante causa, ancestrais, antepassados, antecessores, avoengo, avito, como você quiser chamar, vieram deste país tão maravilhoso para reconstruir suas vidas, sobreviver ao caos que a Itália estava passando e assim nos proporcionar uma vida melhor.

Sabia que, de todos os imigrantes que o Brasil recebeu como o Japão, Alemanha, Portugal, enfim… dos mais de 3 milhões de estrangeiros que entraram no Brasil, 42% eram italianos?

Como vieram? Qual era o contexto histórico na época? É sempre muito emocionante e gratificante lembrar disso.

E no quadro Cidadania Italiana, Sim

Como se desenvolve o processo de reconhecimento da cidadania italiana na Itália?

Quer saber quais são os passos? 

Residência, vigile, mancata de non rinuncia, transcrição…. 

Existe uma ordem e o Fabio vai contar pra você como funciona.

Não adianta nada ficar ansioso, cada etapa tem uma importância dentro do processo e você vai ficar por dentro isso tudo por aqui.

QUIZ 

Dia Do Imigrante Italiano

O que é o Talian?

  1. é como os imigrantes que vieram para a região Sul do Brasil eram chamados
  2. é um dialeto vêneto brasileiro falado em algumas regiões do Brasil
  3. é um bairro italiano conhecido por falar italiano no Espírito Santo

Imigrantes italianos começaram a chegar à região no final do século 19.

Os italianos que imigraram para o Brasil eram de diferentes partes da Itália, mas no sul do Brasil e no Espírito Santo predominaram os imigrantes do norte da Península Itálica, principalmente das regiões do Vêneto, da Lombardia, do Trentino-Alto Ádige e do Friuli-Venezia Giulia.

Destes, cerca de 60% eram de língua e cultura vênetas.

Nas primeiras décadas de imigração, havia grande resistência da comunidade italiana em se misturar com os brasileiros.

O processo de integração foi lento. Esse isolamento durou cerca de cinquenta anos, a contar do início da imigração, em 1875.

No sul do Brasil, muitas colônias italianas eram situadas em regiões isoladas ou relativamente independentes da população brasileira.

DIA DO IMIGRANTE ITALIANO

Dia Do Imigrante Italiano

Em 21 de fevereiro comemoramos um dia muito especial para nós que somos italianos, que temos ascendência italiana.

Bom, aqui a gente lembra todo dia, mas pra quem não está na nossa “bolha”, na nossa comunidade, é uma oportunidade de trazer à memória a bravura dos nossos antenatos que um dia saíram de sua terras, suas origens, suas tradições para vir ao Brasil em busca de uma nova vida.

O dia 21 de fevereiro é conhecido como o Dia Nacional do Imigrante Italiano.

Essa data foi escolhida porque em 1874, nesse mesmo dia, aconteceu a chegada da expedição de Pietro Tabacchi ao Espírito Santo.

Essa viagem marcou o início do processo de migração em massa dos italianos para o Brasil.

Os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar ao Brasil na década de 1870.

Porém, foi entre as décadas de 1880 e 1910 que houve o maior fluxo de italianos para o território brasileiro, principalmente, para as regiões sul e sudeste do país.

Grande parte dos italianos que migrou para o Brasil era de origem humilde, principalmente de regiões rurais da Itália.

Foi assim que milhões de camponeses europeus, que não conheciam nada além do seu vilarejo de origem, tornaram-se emigrantes.

O Brasil era visto como uma terra nova, repleta de oportunidades.

Vale lembrar que a Itália passava por uma crise de desemprego na segunda metade do século 19, gerada, principalmente, pela industrialização do país.

Numa Itália recém unificada, o alto crescimento populacional não foi acompanhado pelo crescimento econômico do país e pela geração de novos empregos, fazendo com que muitos italianos optassem pela vida em outros países.

E se por um lado a Itália tinha muitas pessoas querendo buscar trabalho, o Brasil necessitava de mão de obra.

Após a Abolição da Escravatura em 1888, os agricultores optaram pela mão de obra de origem europeia, ao invés de integrarem os ex-escravos ao mercado de trabalho.

O próprio governo brasileiro fez campanha na Itália para atrair esses italianos para o trabalho na lavoura brasileira.

Uma vez dentro do navio, os imigrantes tinham que enfrentar uma viagem terrível, com duração entre 21 a 30 dias, amontoados no navio como passageiros de terceira classe.

O sacrifício era imenso e muitos nem chegaram a pisar em solo brasileiro.

Aconteceram com frequência muitos casos e mortes decorrentes de envenenamento por comida estragada, mortes por epidemias e ondas de furtos.

Ao chegar, exaustos, faziam outro percurso até chegarem às fazendas ou outros estados.

Muitos iam do Porto para a Hospedaria dos Imigrantes e de lá eram encaminhados para onde iam trabalhar ou encontrar seus familiares.

Bom, como sabem, muitos imigrantes tiveram que enfrentar uma vida de semi-escravidão nas plantações de café, bem diferente dos relatos de paraíso vendido pelos agentes que os convenceram a sair a Itália.

Em consequência, um número elevado de imigrantes retornou para a Itália ou reemigrou para outros países.

Entre 1882 e 1914, entraram no estado de São Paulo cerca de um milhão e meio de imigrantes e saíram 695 mil, ou seja, 45% do total.

As notícias de trabalho semi-escravo chegaram à Itália, e o governo italiano passou a dificultar a imigração para o Brasil, promulgando o Decreto Prinetti em março de 1902, que restringia a emigração de cidadãos italianos para o Brasil, proibindo os subsídios da viagem.

Entre 1904 e 1913, a entrada de italianos no Brasil foi cerca de 40% da década anterior, diminuindo de 530 mil para 200 mil.

Entre 1887 e 1903 a média anual de entradas de italianos no Brasil foi de 58 mil. Entre 1903 e 1908, esta média caiu para 19 mil por ano.

A entrada de italianos no Brasil, mesmo afetada pelo Decreto Prinetti, ainda era grande, mas sofreu um novo golpe na década de 1920, quando o então Primeiro Ministro italiano Benito Mussolini passou a controlar a emigração italiana.

Entre 1904 e 1913 entraram no país cerca de 196 mil italianos; entre 1914 e 1923 entraram 86 mil e entre 1924 e 1933 entraram 70 mil.

Após a Segunda Guerra Mundial e a declaração de guerra do Brasil contra os países do eixo, a vinda de italianos para o Brasil entrou em decadência.

Lembrando, também, que paralelamente a isso, o governo italiano recebeu ajudas financeiras através do Plano Marshall, que obrigou a permanência de trabalhadores para reconstruir a Itália.

Apesar das dificuldades, nas cartas endereçadas aos que ficaram na Itália, os imigrantes contam que o Brasil era mesmo um país melhor para viver.

“A terra é fértil na colônia. Há muitas árvores. Aqui um homem que trabalha um mês, alimenta uma família por um ano. A água e o ar são excelentes, como no nosso país”, diz uma carta enviada em 1876.

Bom, dos imigrantes que ficaram, grande parte das colônias italianas se concentrou nas regiões sul e sudeste do Brasil.

O Estado de São Paulo foi o que mais recebeu imigrantes italianos que foram trabalhar nas lavouras de café e também nas indústrias da capital do estado.

Já no sul do país, estes imigrantes se concentraram, principalmente, na região da Serra Gaúcha. Muitas colônias italianas foram criadas em cidades como, por exemplo, Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Garibaldi.

A cultura de uva para a produção de vinho foi a principal atividade econômica realizada por estes imigrantes.

Os italianos também de expandiram por Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

A maioria absoluta teve como destino inicial o campo e o trabalho agrícola.

Muitos, após trabalhar anos colhendo café, conseguiram juntar dinheiro suficiente para comprar suas próprias terras e tornaram-se fazendeiros, outros partiram para os grandes centros urbanos, como São Paulo, pois as condições de trabalho no campo eram péssimas.

Muitos destes italianos empreendedores prosperaram em seus negócios, gerando riquezas e empregos no Brasil.

Um dos exemplos mais conhecidos foi de Francesco Matarazzo e seus irmãos, que emigraram para o Brasil em 1881 e construíram em São Paulo um verdadeiro império industrial.

Outros italianos que se tornaram ícones no Brasil e são conhecidos até hoje são das famílias Papaiz, Bauducco, Rodolfo Crespi, entre outros.

Apenas seis estados brasileiros concentraram a quase totalidade da imigração italiana no Brasil.

Eles foram, em ordem de importância, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Paraná.

O estado de São Paulo foi, de longe, aquele que mais recebeu imigrantes no Brasil.

Dos cerca de 1,5 milhão de italianos que imigraram para o Brasil entre os anos de 1875 e 1935, 1milhão e 200 mil deles foram para São Paulo, 100 mil para o Rio Grande do Sul, 60 mil para Minas Gerais, 25 mil para o Espírito Santo, 25 mil para Santa Catarina e 20 mil para o Paraná.

Bom, gente, esse foi um resumo desta lição de vida que nós carregamos em nossa história, aliás, nós que somos de famílias italianas carregamos isso muito forte em nossas lembranças familiares.

O que nossos antenatos sofreram e batalharam para que nós pudéssemos ter uma vida melhor, mais digna, deve ser motivo de gratidão e sim, nos mover a resgatar esse sacrifício todo que fizeram resgatando também nossas origens, nossos direitos.

Por isso eu digo que a cidadania italiana não é apenas um pedaço de papel, mais um documento pra você guardar na gaveta… não!

É muito mais que isso, é como se fosse uma forma de gratidão, mesmo, de forma materializada, para documentar o quanto somos gratos por isso.

Eu queria muito ter dito para o meu bisnono:

“Nonno Giordano, nonna Regina, admiro vocês! Muito obrigado por tanto sacrifício, por ter pensado em dar o melhor pra sua família, por ter deixado tanta coisa pra trás para que gerações futuras tivessem uma vida melhor, e eu sou fruto disso.”

Tenho certeza que eles ficariam felizes por eu ter entendido isso, por ter reconhecido isso e tive orgulho de dizer, como ele, “sou italiano e sou corajoso, trabalhador, vou sair dessa e não importa se eu tiver que atravessar o oceano, mudar de continente, trabalhar de sol a sol, eu vou correr atrás dos meus sonhos e dar certo”.

Se você tiver o italiano da sua família vivo ainda, corre, liga, vai lá, abraça, chora junto, porque eu posso dizer que eles foram verdadeiros heróis.

Bom, é nesse clima que eu quero terminar o nosso papo de hoje 🙂

O DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DE CIDADANIA ITALIANA NA ITÁLIA

Existe uma seqüência lógica de passos para seguir?

Quais são as etapas do processo?

Fabio relembra:

“Para você ter uma idéia, quando eu era consultor presencial na Itália e chegava um cliente, a primeira coisa que eu fazia era: ler o contrato que ele firmou comigo assinado, tudo certinho, entregava pra ele a nota fiscal dos serviços e em seguida uma planilha, feita no Excel, onde eu explicava cada etapa do processo, com quais funcionários iríamos falar e os órgãos competentes onde cada coisa ia acontecer. Neste episódio vou reproduzir na íntegra pra vocês!”, afirma.

Vamos pontuar os 12 passos, ao todo, da chegada na Itália até a conclusão do processo.

São eles:

1)    DECLARAÇÃO DE PRESENÇA OU CARIMBO NO PASSAPORTE

Assim que chegar, a primeira coisa que você precisa ter é um documento que comprove que você está legal no país.

Esta Declaração de Presença (Dichiarazione di Presenza) deve feita de duas formas, obrigatoriamente:

– Se o vôo for direto para a Itália de um país de fora do espaço Schengen (ex. Brasil), não é necessário fazer absolutamente nada: o próprio carimbo no passaporte é suficiente para identificar a sua entrada na Itália; ao passar pela imigração italiana, o governo do país tem o controle de sua entrada em seus registros.

Ao entrar como turista, você tem direito a permanecer 90 dias sem nenhuma “autorização” e, por estar com todos os documentos para o processo de reconhecimento da cidadania italiana, poderá solicitar sua residência em um comune.

– Se o vôo provém de um país pertencente ao Espaço Schengen (no Portal temos um artigo explicando com detalhes) será necessário, ao entrar na Itália, o comparecimento em uma “Questura”, ou seja, Polícia Federal Italiana, para demonstrar a data que entrou no país.

Isso acontece porque, ao “entrar” na Europa, o cidadão recebeu o carimbo da imigração de um outro país que não o da Itália. Depois disso, ele pegou um vôo “doméstico” dentro da União Europeia e não recebeu mais nenhum controle ao entrar neste país.

Se você fez conexão em outro país dentro do Espaço Schengen, precisa ir até a Questura, em até 8 dias, para fazer a sua declaração de presença (dichiarazione di presenza).

2)    CODICE FISCALE

Antes de solicitar a residência, a maioria dos comunes italianos exigem que você tenha um codice fiscale, que é o CPF italiano, correspondente ao nosso CPF no Brasil.

Este documento deve ser solicitado na Agenzia delle Entrate

3)     CESSIONE DI FABBRICATO OU CONTRATTO DI AFFITTO

O terceiro documento é o documento que comprova que você está residindo regularmente em um imóvel, que pode ser por meio do “contratto di affitto” ou da “cessione di fabbricato”, como falamos no Episódio 13.

Se você alugar um imóvel, o documento que você vai apresentar é o próprio contrato de aluguel, que em italiano se chama “contratto di affitto”.

Se você for recebido como hóspede por alguém, que pode ser um familiar, um amigo, um até mesmo um consultor, neste caso o documento utilizado vai ser a “cessione di fabbricato”, que é o documento oficial que alguém que recebe um hóspede estrangeiro usa para isso.

Mais informações sobre “contratto di affitto” e “cessione di fabbricato” no final do artigo.  

4)    ISCRIZIONE ANAGRAFICA

Você tem que fazer sua inscrição na lista da população residente na cidade, que deve ser solicitado na Questura – Ufficio Anagrafe do Comune.comune.

Ao receber o seu pedido, o funcionário colocará os seus dados no sistema e te informará que você deve aguardar a visita de um guarda municipal, ou seja, o vigile, na casa ou apartamento onde você comunicou que está morando.

É sempre importante lembrar que, na Itália, para ter acesso aos serviços que uma prefeitura oferece aos cidadãos e solicitar o seu reconhecimento como cidadão italiano, é necessário ser residente. Por isso o conceito de residência lá é muito importante.

E ser residente significa estar inscrito no cadastro da cidade.

5)    CONFIRMAÇÃO DO VIGILE

O vigile precisa averiguar duas coisas, basicamente:

– se você efetivamente vive ali, então ele vai passar e precisa te encontrar no imóvel!;

– verificar se o imóvel tem condições de habitabilidade,

ou seja, se não é superlotado, se não é muito pequeno, se está tudo

funcionando, enfim, se está dentro dos critérios de habitabilidade do comune.

6) ENTREGA E PROTOCOLO DOS DOCUMENTOS NO UFFICIO DI STATO CIVILE

Após a confirmação do vigile vão te chamar para entregar os documentos e finalmente dar entrada no pedido de reconhecimento da cidadania italiana.

Você pode dizer:

“Mas, Fabio, vi lá no Sagabook sobre o “Paradoxo de Tostines”.

Isso porque, para poder dar entrada na residência, você precisa que o Stato Civile analise seus documentos; porém sem que seja residente no comune, não tem direito a entregar os documentos para análise.

Então pode acontecer que quando você for ao comune para solicitar a residência, ele já tenha peça neste momento para entregar os documentos do Stato civile, mas isso não importa.

Nesta etapa pode ser que mude a ordem das coisas, mas continua tendo a necessidade de entregar os documentos do processo e protocolar essa entrega, então vamos manter essa ordem para facilitar a compreensão e a didática de cada etapa, ok?

7) PROCEDIMENTO INTERNO DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS ITALIANOS (MANCATA RINUNCIA OU NON RINUNCIA)

Nesta etapa é o comune que vai solicitar para o consulado ou consulados o que chamamos de Attestazione di Mancata Non Rinuncia, conhecido geralmente apenas por non rinuncia ou, em português, não renúncia.

Não temos como interferir neste tramite, é um procedimento interno entre dois órgãos públicos italianos.

No caso de um ou mais ascendentes terem nascido em cidades diferentes e que façam parte de diferentes consulados, ou ainda se foram apostilados em uma cidade diferente daquela onde foram emitidos os documentos, o pedido de non rinuncia deverá ser solicitado a todos os consulados envolvidos.

8) TRANSCRIÇÃO DA SUA CERTIDÃO DE NASCIMENTO (E CASAMENTO, CASO TENHA ENTREGUE) EM ITALIANO

O oficial pegará a certidão de nascimento que você trouxe, apostilada e traduzida, ambas, emitida pelo cartório brasileiro onde você foi registrado, e literalmente transcreverá, ou seja, passará o conteúdo do documento para o livro de registro de nascimentos do comune.

Com isso, ao finalizar o processo você terá uma certidão de nascimento italiana (estratto per riassunto dell’atto di nascita), e é este documento que comprova que você é um cidadão italiano reconhecido.

9) COMUNICAÇÃO AOS ÓRGÃOS PÚBLICOS ITALIANOS QUE VOCÊ É UM CIDADÃO ITALIANO RECONHECIDO

Uma vez que a sua certidão de nascimento foi transcrita você passa a ser considerado um cidadão italiano reconhecido.

Na verdade, vale lembrar que você já era cidadão italiano desde que nasceu, mas agora devidamente reconhecido pelos órgãos italianos, ok!

E, por fim, após todos os passos acima, ele também comunica o Ufficio Anagrafe (aquele mesmo onde você solicitou a sua residência) para que mudem a sua nacionalidade no sistema informático: de cidadão brasileiro para cidadão italiano.

10)  EMISSÃO E RETIRADA DOS DOCUMENTOS ITALIANOS

Após os documentos serem transcritos e com a devida mudança da sua nacionalidade no sistema, você poderá finalmente retornar ao Ufficio Anagrafe e lá solicitar dois documentos:  

a) A carta d’identità italiana;

b) O estratto di nascita, que como vimos anteriormente, é a sua certidão de nascimento italiana.

Se você for casado e entregou a sua certidão de casamento junto com os outros documentos para a sua prática, no final também poderá retirar o estratto di matrimonio.

11)  EMISSÃO DO PASSAPORTO ITALIANO

Antes de terminar as etapas vale lembrar que você pode solicitar o seu passaporto italiano, que é o seu documento de viagem.

Para tanto, deverá ir até a Questura para solicitar o seu passaporte, no setor Ufficio Passaporto.

12) TRANSFERÊNCIA DO SEU COMUNE OU CASA

Isso caso se mude do comune ou casa onde fez o pedido de residência para realizar o processo.

Claro, se você vai permanecer no mesmo imóvel, este passo não se aplica.

Mas como eu já disse, nem sempre um bom comune para fazer o processo de reconhecimento é um bom comune para morar, e vice-versa.

Aqui há várias situações: você permanecer no mesmo comune e mudar de imóvel, ou mudar de imóvel e comune, ou mudar para outra região na Itália, ou mudar de país, voltar para o Brasil, enfim…

Os que residem na Itália estão inscritos no A.P.R. – Anagrafe della Popolazione Residente, junto ao Comune da cidade de residência.

Os italianos que residem no Exterior estão inscritos no A.P.R. do último Comune de Residência na Itália, com extensão do Cadastro no A.I.R.E. – Anagrafe Italiani Residenti all'Estero, junto ao Consulado Italiano que “jurisdiciona” o endereço residencial no Exterior.

São obrigados a fazer o cadastro do A.I.R.E. todo e qualquer cidadão que for residir fora da Itália. 

Mais informações aqui

Bom, espero que vocês guardem com vocês estes 12 passos de como se desenvolve o processo de cidadania italiana diretamente na Itália.

Com exceção do tópico 6, quando falamos sobre o “paradoxo de tostines” que pode ou não acontecer dependendo do comune, todos os demais procedimentos seguem uma seqüência lógica e que deve ser respeitada.

Você não pode pular nenhuma etapa e deve estar atento ao desdobramento de cada uma.

Não importa se você vai fazer sozinho ou com consultor, pois precisa destas informações para poder cobrar e compreender quem irá te assessorar na Itália.

E aqui vale um conselho: cuidado com o que vocês ouvem e lêem em grupos por aí.

Existem muitas lendas e histórias que só vão te

atrapalhar!

Eu sempre digo que existe muita gente que adora “contar uma história triste para vender pipoca”, ou seja, muita gente que conta o lado ruim das coisas para depois vender uma solução, a facilidade.

Cuidado com essas histórias e muita atenção em cada etapa!

NO DIVÃ DO FABIO

Neste Episódio vamos responder duas perguntas:

1) Mauricio: Olá Barbiero, No momento da resposta da “non renuncia” dos Consulados brasileiros, há, por menor que seja, a possibilidade de haver “algum problema” nesta etapa? Obrigado.

Não existe a menor possibilidade.  Claro que já houve italianos que renunciaram à cidadania italiana, só que para isso tiveram que ir até algum Consulado formalizar essa renúncia.

Uma vez que o italiano tenha feito esse pedido formal, essa informação deve constar na certidão de nascimento do antenato, o estratto per riassunto dell'atto di nascita

Ou quando você pedir, a CNN – Certidão Negativa de Naturalização, que pode ser solicitada no site do Ministério da Justiça http://deest.mj.gov.br/ecertidao/abrirPesquisa/abrirEmissao.do, ela vai aparecer para você CPN, ou seja, Certidão Positiva de Naturalização.

Se você já tem esses documentos e não tem nenhuma informação sobre isso no campo de observações, então não se preocupe porque a mancata di non rinuncia não vai chegar até o comume “positiva”, ou seja, informando que houve a naturalização.

2) Vitoria Pilon: Quando acaba o processo, e a pessoa vai mudar de casa ou país ela precisa desfazer essa inscrição anagrafica? Como é?

Quando você faz a sua primeira inscrição em um Ufficio Anagrafe na Itália para fazer o seu processo de cidadania italiana, lá no seu cadastro terá um campo chamado proveniente, então você coloca Brasil, por exemplo. Daí em diante você terá seu A.P.R. – Anagrafe della Popolazione Residente junto ao comune da cidade de residência. Quando se mudar para um outro lugar na Itália este campo será proveniente di altro comune, por exemplo.

De qualquer forma, nas próximas vezes que você for mudar, não precisará ir até o comune ou Consulado para pedir o cancelamento e informar que vai mudar de imóvel, comune ou país. Quando você for atualizar o seu status de residência isso é feito ao mesmo tempo – cancelamento e atualização.

Mas percebam que aqui temos dois contextos:

1) No mesmo comune, é só avisar o Ufficio Anagrafico e esperar o vigile passar novamente para confirmar sua residência;

Se for para outro comune ou região, você vai até o Ufficio Anagrafico e ele vai pedir ao último comune onde você morou o nulla osta, ou seja, nada consta, não há registro de alguma coisa que tenha ocorrido com você lá e que te impeça de mudar e ser registrado neste novo comune. Daí os mesmo passos são os mesmos, esperar o vigile passar e confirmar sua residência;

2) Se for mudar de país, por exemplo, o Brasil ou a Bélgica, qualquer um, você vai comunicar ao Consulado da jurisdição onde você reside seu novo endereço.

Este Consulado vai entrar em contato com o último comune onde você residiu para informar essa atualização e, esse comune, deve enviar uma notificação ao Consulado com essa informação: nós estamos tirando esse cidadão italiano do cadastro de população residente e estamos colocando na lista de cidadãos italianos residentes no exterior.  

O último comune de residência exercerá a importante função de acompanhar o cidadão italiano onde ele estiver fora da Itália.

Por isso é de extrema importância manter o endereço atualizado para toda vez que, por exemplo, tiver algum tipo de votação, referendo ou envio de algum tipo de comunicação importante que necessite ser compartilhada, ela chegue até os cidadãos residentes no exterior.

Escolha abaixo como acompanhar o Italia Cast:

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Residência na Itália – Parte I

Agenzia delle Entrate: https://www.agenziaentrate.gov.it/portale/

Visto Para Entrar na Europa 2021 | Saiba Tudo Sobre Ele (Espaço Schengen)

Os 5 Passos Para Reconhecer a Cidadania Italiana em 2020

Alugar uma casa na Itália – Cuidados Importantes

Como Evitar Problemas com a Residência na Itália

A Declaração de Presença

A Declaração de Hospedagem

Diferença entre Anagrafe e Stato Civile

https://portaldacidadaniaitaliana.com/diferenca-entre-anagrafe-e-stato-civile/

Informações sobre o AIRE para cidadãos italianos residentes no exterior: https://conssanpaolo.esteri.it/Consolato_SanPaolo/pt/i_servizi/per_i_cittadini/anagrafe/iscrizione-aire-prima-registrazione.html

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