Federico Fellini | 100 Anos do Gênio do Cinema Italiano

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Em 2020 o grande nome do cinema italiano é homenageado no aniversário de 100 anos do seu nascimento

Aliás, tanto na Itália quanto no Brasil e em outros países acontecerão vários eventos para reverenciar sua obra.

Carreira

Em uma carreira de quase cinquenta anos, Fellini foi considerado um mestre na arte de fazer filmes.

Ele nasceu em Rimini, Itália, no dia 20 de janeiro de 1920.

“Rodou” seu primeiro filme apenas em 1952, mas é considerado um dos pais do neo-realismo como roteirista de Roberto Rossellini em Roma, Cidade Aberta (1945).

Federico Fellini

Com Abismo de Um Sonho (1952), Fellini fez sua primeira direção.

Seus filmes, marcados pela fantasia, quase sempre são baseados em recordações da infância ou na observação da vida cotidiana, incluindo também críticas à Igreja e à sociedade.

No ano seguinte dirigiu Os Boas Vindas (1953), prêmio no Festival de Veneza.

Colecionando Prêmios

A Estrada da Vida (1954) foi um marco em sua carreira. Um filme melancólico sobre um simplório artista de circo chamado Zampano (papel interpretado por Anthony Quinn), rendeu-lhe o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Venezia.

Em 1958, Federico Fellini conquista seu segundo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com Noites de Cabíria (1957).

Em 1960, dirige A Doce Vida, que fala da decadência da Burguesia italiana. Em Oito e Meio (1963), Fellini faz uma obra autobiográfica sobre um cineasta em crise e recebe seu terceiro Oscar.

O quarto Oscar veio com Amarcord (1973).

No filme ele reconstrói sua juventude em Rimini durante a ascensão política de Mussolini.

Fellini foi premiado em 1993 com um Oscar Especial pelo Conjunto da Obra da Academy Awards de Los Angeles.

A inspiração neo-realista é evidente na primeira fase de suas obras, com muitos personagens populares, de fácil identificação e grande carga emocional.

Pouco a pouco, contudo, a imaginação de Fellini foi superando seu compromisso com a realidade.

Em Oito e meio já estão presentes o sonho, a fantasia e o caricato, como ficou marcado em sua carreira.

Fellini gostava de gravar sempre com a mesma equipe nos estúdios da Cinecittà de Roma.

Marcello Mastroianni foi um de seus atores preferidos, protagonista de A Doce Vida (1960), premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, Oito e Meio (1963) e Ginger e Fred (1985).

Escrevia roteiros, mas não porque gostava, pois dizia que era “uma pena transformar em palavras o que, na verdade, deveria ser transportado diretamente da sua imaginação para o filme”.

Gostava do improviso, de trabalhar com não-atores e de não planejar muito sistematicamente sua rotina de trabalho.

Pouco anos ates de morrer, trabalhou com o diretor canadense Damian Pettigrew nos anos de 1991 e 1992,  produzindo o que ficou conhecido como “a mais longa e detalhada conversa jamais vista sobre filmes” e que, anos mais tarde, foi utilizada para lançar um documentário e um livro:

“Fellini: Eu sou um grande Mentiroso”.

Federico Fellini faleceu de ataque cardíaco em Roma, aos 73 anos (um dia depois de completar cinquenta anos de casado), no dia 31 de outubro de 1993.

Até o ano de sua morte, havia conquistado quatro Oscar’s de melhor filme estrangeiro – o que fez dele o diretor recordista de estatuetas na categoria, junto a seu conterrâneo italiano, Vittorio De Sica.

Curiosidades

  • Fellini conheceu sua esposa Giulietta Masina em 1942, com quem foi casado até morrer. Devido a complicações na gravidez, o único filho que tiveram morreu com pouco mais de um mês, tragédia essa que foi percebida na concepção de A Estrada da Vida (1954);
  • Em 1948, Fellini participou de um filme como ator e por isso teve seu cabelo tingido de loiro no filme Il Miracolo (1948), de Roberto Rossellini, onde representou um vigarista que é confundido com um santo;
  • Foi no filme A Doce Vida (1960) que surgiu o termo “Paparazzo”, que era um fotógrafo amigo de Marcello Rubini, interpretado por Marcello Mastroianni;
  • O italiano foi também um cartunista talentoso e escreveu textos para shows de rádio e textos para filmes, além de inúmeras anedotas muitas vezes sem crédito;
  • Dizem que, durante dezessete anos, teve como amante Sandra Milo, a atriz de dois de seus filmes Oito e Meio (1963) e Julieta dos Espíritos (1965). Sandra publicou em 1982 o romance “Caro Federico”, que foi motivo de muito escândalo e Fellini recusou-se a tocar no assunto;
  • O túmulo de Fellini tem um formato de barco e foi esculpido em bronze por Arnaldo Pomodoro, onde também estão enterrados sua esposa Giulietta e seu filho Pierfederico. Está localizado na entrada do cemitério de Rimini – sua cidade natal.

Filmografia

1. Mulheres e luzes (1950) (co-direção com Alberto Lattuada)

2. Abismo de um sonho (1952) (também conhecido como “O sheik branco”)

3. Os boas vidas (1953)

4. L'amore in città (1953) (um dos episódios)

5. A estrada da vida (1954)

6. A trapaça (1955)

7. As noites de Cabíria (1957)

8. A doce vida (1960)

9. Boccaccio 70 (1962) (um dos episódios)

10. ito e meio (1963)

11. Julieta dos espíritos (1965)

12. Histórias extraordinárias (1967) (um dos episódios)

13. Block notes di um regista (1968)

14. Fellini-Satyricon (1969)

15. I Clowns (1970)

16. Roma de Fellini (1972)

17. Amarcord (1973)

18. Casanova de Fellini (1976)

19. Ensaio de orquestra (1979)

20. A cidade das mulheres (1980)

21. E la nave va” (1983)

22. Ginger e Fred (1985)

23. Entrevista (1987)

24. A Voz da Lua (1990)

Federico Fellini
Federico Fellini: mais de cinqüenta anos dedicados ao cinema
A Doce Vida (1960), um dos seus filmes mais conhecidos
Federico Fellini
Fellini e sua esposa, Giulietta Masina
Federico Fellini
Sandra Mio e Marcello Mastroianni no filme 8 e Meio (1960)
Federico Fellini
Fellini e seu grande amigo e parceiro de trabalho, Marcello Mastroianni
Federico Fellini
Cinnecittà, em Roma, onde gostava de gravar
Fonte das fotos: Wikipédia, todas marcadas para reutilização não comercial.

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